:Motoboys relatam medo, mas faturam em dobro com o novo coronavírus

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Motoboys relatam medo, mas faturam em dobro com o novo coronavírus

Motoboys disseram que número de entregas dobrou após a pandemia e a maioria dos clientes pedem papel higiênico, máscaras e luvas.

Motoboy de aplicativo de entregas andam com máscaras e luvas para se protegerem entre uma entrega e outra — Foto: Arquivo Pessoal

Em tempos de isolamento social, o trabalho dos motoboys tem sido essencial para aqueles que são do grupo de risco e moram sozinhos ou, ainda, aqueles que preferem não se arriscar indo ao supermercado. O G1 conversou com motoboys de um aplicativo de delivery e, segundo eles, a rotina de higiene é seguida à risca pois eles também têm medo da doença, mas entendem que o trabalho neste momento é fundamental.

Em entrevista ao G1, o motoboy Kaylan Lee Lopes, de 39 anos, disse que, antes da pandemia, fazia cerca de 20 entregas por dia e, atualmente, faz cerca de 50 entregas. A maioria dos pedidos são produtos de supermercados e farmácias. Em uma rede social, ele publicou um texto que teve centenas de curtidas e compartilhamentos.

Na publicação (veja abaixo), o motoboy diz que, pela primeira vez, um cliente agradeceu e valorizou o trabalho da categoria que está "firme e forte para atender a todos".

 

Motoboy de aplicativo de entregas faz publicação sobre o trabalho da categoria em uma rede social — Foto: Reprodução/Facebook

O motoboy explica que, para evitar o contato, deixa as compras na portaria ou na porta do cliente e, no dia a dia, os cuidados estão sendo redobrados pois, apesar de entenderem a importância que têm para a sociedade nesse momento, eles também têm medo da Covid-19.

"Todos usam luva descartáveis e, em toda nova entrega, a gente tira a luva, passa álcool em gel e coloca uma luva nova. Além disso, usamos máscaras também, andamos com álcool em gel e limpamos a moto sempre com álcool. Tudo para não nos contaminarmos e não contaminarmos os outros também."

Serviço de delivery em shopping do DF — Foto: Larissa Passos

"Estamos dobrando o nosso expediente para poder ajudar as pessoas. Já chegamos a trabalhar cerca de 16, 18 horas por dia por causa da demanda. A maioria dos pedidos vêm de idosos, de pessoas que têm crianças e não conseguem sair de casa".

"Como todos têm família, levamos muito a sério. A gente realmente está fazendo de coração. Antes de começar o expediente, pedimos a Deus que nada aconteça com a gente e nem com os outros. Abraçamos essa ideia e vamos seguir em frente para vencer."

Motoboys usam lucas e máscaras como proteção contra o novo coronavírus — Foto: Arquivo Pessoal

Igor Leonardo Friedrich Ferreira, de 23 anos, também trabalha como motoboy e viu a demanda no aplicativo dar um salto com a pandemia e o isolamento social. Ele diz que, nos pedidos de compras de mercado, as pessoas pedem muito papel higiênico.

"O que eles [os clientes] mais pedem é papel higiênico, comida e mantimentos. A demanda de pedidos nas farmácias também aumentou muito e as pessoas sempre querem termômetro, máscaras, luva, mas geralmente não tem."

Igor ainda explica que muitos têm medo de continuar trabalhando por causa do risco de contaminação pelo novo coronavírus. "É um trabalho perigoso pois frequentamos locais para comprar os produtos, entregar e não sabemos o que a outra pessoa tem. Vamos enfrentando o dia a dia, cada dia matando um leão. É o nosso trabalho."

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Fonte: G1
Por: Redação
Data: 31/03/2020 16h41min

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