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Professor universitário frauda diploma em Goiânia

"Professor" foi denunciado pelo MPF; promotoria quer condenação por estelionato, com pena de reclusão de um a cinco anos

Um professor universitário fraudou diploma de doutor, com título falso, e recebeu mais de R$ 60 mil em salários. Após ser descoberto, foi denunciado pelo Ministério Público Federal em Goiás. Denilson Carlos Dias era professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), quando usou o título falso de doutor para conquistar promoção na carreira funcional. Segundo a denuncia, a fraude durou quase dois anos.

O MPF afirma que quer a condenação por estelionato, com pena de reclusão de um a cinco anos, além da devolução do valor que foi pago para ele em 37 vezes, até o total de aproximadamente R$ 67 mil.

A UFG descobriu a fraude por meio de um processo disciplinar aberto contra ele, assim que a mentira foi descoberta, Dias foi demitido.

O MPF também ajuizou contra ele, uma ação de improbidade administrativa. As investigações comprovaram que em dezembro de 2009, período que Dias era professor assistente nível I, ele requereu à reitoria da UFG uma progressão vertical na carreira, que beneficia o docente com uma promoção. Então ele passou para a classe de adjunto nível I, que tem um salário mais alto.

Segundo a denuncia divulgada nesta terça-feira (8), Dias conseguiu a promoção usando uma declaração supostamente emitida pelo coordenador do Programa de Pós-Graduação em Economia Aplicada do Departamento de Economia Rural da Universidade Federal de Viçosa. A declaração atestava que o professor havia defendido a tese intitulada Retornos Sociais e Privados à Educação no Brasil: Uma Perspectiva Econométrica e obtido aprovação. Desse modo, conseguiu o título de doutor com parecer favorável da Comissão Permanente de Pessoal Docente da UFG.

De acordo com a investigação, ficou claro que, ao formular o requerimento, o professor ainda estava cursando o doutorado, e não havia apresentado sua tese. Ao analisar a declaração de apresentação e aprovação da tese, o MPF descobriu que ela não era autêntica. Além disso, a investigação também comprovou que até o histórico escolar que Dias apresentou, tinha sido adulterado com a inclusão de informações falsas quanto à sua data de emissão e às anotações da defesa da tese.

Segundo o procurador da República Helio Telho Corrêa Filho, o autor da denúncia, a pena por estelionato pode ser aumentada em um terço. Cabe à Justiça Federal acolher ou não a denúncia.


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Fonte: Bonde
Por: Antonio Delvair Zaneti
Data: 10/04/2014 10h35min


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