:Wagner: "Fundao de Jorge Amado ter recursos"

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Wagner: "Fundao de Jorge Amado ter recursos"

O governador da Bahia, Jaques Wagner, em entrevista exclusiva a Terra Magazine, comenta as crticas do escritor Joo Ubaldo Ribeiro ao corte de verba da Fundao Casa de Jorge Amado, em Salvador, e anuncia que o governo vai voltar a financiar a entidade. - No ouvi a crtica dele (Joo Ubaldo), mas ele fez vrios juzos de valor. um baiano importante, de Itaparica, mas melhor buscar o consenso, antes de jogar pedra - pondera Wagner.

Em maro, o governo deixou de repassar R$68 mil fundao que cuida do acervo do romancista Jorge Amado, morto em 2001. Ao saber da medida, Ubaldo resolveu protestar contra o governo baiano, em e-mail dirigido aos amigos.

Wagner explica as mudanas no Fundo de Cultura do Estado e avisa que, antes mesmo das crticas, o governo j dialogava com a fundao.

Terra Magazine - Joo Ubaldo acabou de dar uma entrevista e chutou o balde, em protesto contra o corte de verba para a Fundao Casa de Jorge Amado, a na Bahia... O que o senhor diria a respeito? Jaques Wagner- O cenrio cultural baiano devia valer-se da mxima de ouvir, antes de julgar. No ouvi a crtica dele (Joo Ubaldo), mas ele fez vrios juzos de valor. um baiano importante, de Itaparica, mas melhor buscar o consenso, antes de jogar pedra.

Mas no h razo nessas crticas? Primeiro, no se discute a importncia de Jorge Amado. Ele importante para todos ns e, nos 95 anos de seu nascimento, organizamos um show com Gal Costa, em homenagem a ele, em frente Fundao Casa de Jorge Amado, no Pelourinho. No Teatro Castro Alves, houve tambm um espetculo em homenagem aos personagens da obra dele. Jorge Amado no est em discusso. Os baianos se sentem parte da sua obra. Outra coisa a relao da fundao com o Estado. Houve mudana de governo e criou-se um critrio para democratizar o acesso ao Fundo de Cultura da Bahia.

O que houve, e como vai ficar? Por determinao da Procuradoria Geral, o Estado no pode financiar em 100% a fundao. No mximo, 80%. So coisas que teria que modificar e quero antecipar: Joo Ubaldo est falando agora, mas estas modificaes j estavam sendo feitas e conversadas com a fundao. Falta acertar detalhes...

E como vai ficar, o corte ser mantido? No, como eu havia dito, as conversas j estavam existindo e sendo feitas com a fundao. Ela tem um nvel de fundao adequado e o repasse ser mantindo. O que houve que nesses processos, por vezes, se tomam medidas de maneira geral e isso leva a alguns equvocos ou desvios, mas nada que um mnimo de conversa, de entendimento, de retomada, no resolva. E j est resolvido.

Parece que h problemas tambm no Pelourinho... Apesar das eventuais crticas apressadas, as transformaes que fazemos, seja no Pelourinho, seja no Fundo de Cultura, so dirigidas aos artistas que esto chegando, com o cuidado de no manter... o que no o caso, em nada do que estamos falando aqui e agora...mas temos tambm que cuidar para no manter igrejinhas, grupos que vivem desde sempre do estado. O que, repito para quem gosta de intrigas, no o caso. Houve mudanas na percepo da cultura, do qu e para quem se deve dirigir tambm, inclusive os investimentos. Agora, temos uma orquestra sinfnica, com a incluso de jovens, no Teatro Castro Alves. Aos domingos, Teatro, o ingresso R$ 1. Quanto a medidas que eventualmente no sejam justas ou adequadas, claro que correes sero feitas.

Qual a linha assumida pelo governo? O dinheiro do fundo de cultura limitado, estamos bancando quem est comeando, com o respeito cultura tradicional. Mas procuramos buscar a cultura popular, do interior tambm.


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Fonte: Terra
Por: Antonio Delvair Zaneti
Data: 11/10/2007 15h31min

Hospital do Câncer de Londrina


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