DRAMA LETIVO Uma escola municipal é atacada a cada dois dias em Londrina

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DRAMA LETIVO Uma escola municipal é atacada a cada dois dias em Londrina

Destruição, prejuízo, crianças com fome e sem aula. Essa é a realidade de alunos e professores da rede municipal de ensino em Londrina. Nos primeiros seis meses do ano, uma escola sofreu algum ato de violência a cada dois dias, desde assalto, furto ou ato de vandalismo, segundo a Secretaria Municipal de Educação.

Na última semana, a Escola Eugênio Brugin, na região sul, dispensou mais de 300 crianças após outro ataque. Alguns dos alunos fazem a única refeição do dia na escola. Eles tiveram de voltar para casa sem comer, já que os alimentos estragaram no refrigerador após a bandidagem furtar os fios e acabar com a energia elétrica.

A Eugênio Brugin possui 600 alunos ao todo, que vão do pré até o quinto ano, além de turmas noturnas para Educação de Jovens e Adultos (EJA). "Muitos dos nossos alunos vêm de famílias carentes. Alguns fazem a única refeição do dia na escola. Como parte dos alimentos estragaram e não foram servidos, alguns deles ficaram sem comer", lamenta Joselita Marques Fritz, diretora do espaço há cinco anos.

No dia 2, cerca de 300 alunos foram dispensados das aulas depois que os fios de energia elétrica foram furtados. "Ficamos sem água também, pois o hidrometro (aparelho que mede o consumo de água) foi destruído. Como furtaram os fios, ficamos sem energia elétrica e os alunos tiveram que retornar para casa. Muitos alimentos estragaram dentro dos refrigeradores após o corte de energia", relata. Além dos alunos, os pais também foram afetados. "Muitos não puderam ir trabalhar. Não tinham com quem deixar os filhos", conta Joselita.

Segundo a diretora da Escola Eugênio Brugin, é difícil contabilizar o prejuízo após tantos ataques. Ela destaca apenas os sofridos em 2017. "Sofremos mais de dez ações neste ano. Só em julho foram quatro casos", lamenta ela. A única câmera de vigilância da escola, que fica no pátio, registrou a imagem de boa parte dos criminosos.

Eles se aproveitam da fragilidade da segurança do prédio. "Somente a Guarda Municipal faz a segurança. Talvez não há guarda suficiente para cuidar de tantos. São pelo menos 100 prédios em Londrina, entre escolas e CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil)", diz Joselita. "Acreditamos que os vândalos são da nossa região. Mas não recebemos informações da comunidade sobre eles", acrescenta.

Contabilizando os danos

Além dos alimentos que estragaram nos refrigeradores, aparelhos e objetos também acabaram danificados após o desligamento da energia elétrica. "Houve prejuízo em todos os casos. A cada arrombamento, pelo menos uma nova porta teve de ser instalada", relata a diretora. "Não sabemos o grau do último dano, já que algumas substituições foram feitas pela Secretaria de Obras, mas tivemos dois micro-ondas queimados, uma máquina copiadora, uma fechadura automática de portão, três modens de internet e 30 lâmpadas", detalha Joselita, tentando retomar a rotina no espaço escolar. "Para não atrapalhar ainda mais as aulas e o nosso trabalho, estamos fazendo ‘vaquinhas’ entre funcionários para consertar e comprar novos objetos. Também recebemos doações da população", salienta a educadora.

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Fonte: Paulo Monteiro - Nosso Dia
Por: Redao
Data: 09/08/2017 12h00min


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